
Em 2001 resolvi que ia tirar minha carteira motorista. Tomei coragem, comprei o laudo, fiz as aulas teóricas, passei no teste teórico e lá fui eu para aulas práticas…
Eu, o Pálio, o pálio e eu…
Comecei minhas primeiras aulas em um pálio, mil novecentos e antigamente, com direção “duráulica” e “ar quenticionado”. Ódio à primeira, segunda, terceira … e décima quarta vista. Não tinha “cão” que me fizesse acertar fazer meia embreagem, baliza e afins naquele carro, sem que ele “falecesse”. Tomei abuso de carro, em especial de Pálios, e abandonei as aulas.
4 anos se passaram e meu laudo perdeu a validade.
Ano passado tomei coragem e comprei outro laudo, mas fui decidida a fazer, além das 15 aulas práticas de praxe, mais umas 200 até virar uma Airton Senna. Cheguei na mesma auto-escola e falei: “Qual o melhor carro você tem aqui?”. Ela respondeu: “Astra”. E foi nele que tomei minhas muitas aulas.
Marquei o exame, fui lá fazer com as pernas tremendo mais que vara verde.
Na espera pela minha vez, meu instrutor ficou falando sobre um dos avaliadores: “Por que João isso, João aquilo… porque João é “brother”". Quando chegou minha vez, com quem dou de cara? O tal do João. Automaticamente, berrei (berrei mesmo!!):
Eu: “Oieeeee Joãoooo!!”.
Ele, todo sem graça, falou: “Te conheço?”.
Eu: “Nãooooo, mas meu instrutor “fulano” falou que você é gente boa e tals, adora moto, e como eu trabalho com motos (mentira, quem trabalha é meu pai!), blá, blá, blá…” (isso em milésimos de segundos e num fôlego só).
Ele riu e disse: “Venha!”.
Me deu uns “toques” na hora da baliza e me deixou tão a vontade que na hora da meia embreagem (foi com outro avaliador) eu, de nervosa, fiquei toda serelepe. Até liguei o somd o carro numa rádio dessas que só toca pagode e fiquei cantando: “rala a tcheca no chão… vai… rala a tcheca no chão…”
Resumindo: O instrutor n° 2, já entrou no carro rindo e daí, só alegria. Passei.
Essa semana, quase um ano depois, resolvi, ou melhor, a necessidade me obrigou, a pegar o carro de minha mãe. Detalhe: Depois que tirei a carteira, eu não dirigi mais.
Escalei minha amiga “vaquilda” Rosana para ser minha co-pilota.
Minto.
Sábado, ela esqueceu de tomar a pílula azul do Gardenal dela e, depois de almoçarmos, parou o carro e disse: “Agora, você leva”.
Minto.
Ela me chamou para ir com ela buscar um exame no hospital no sábado e, chegando lá, parou o carro todo torto no estacionamento e disse: “Estacione!”. Assim, sutil como uma “elefanta” com diarréia (rs). Daí, eu… bom, eu estacionei.
Então…
Eis que meu pai viaja essa semana e arrasta, com ele, nossos dois motoristas oficiais (Meus irmãos) e deixando a imcumbência de pegar o carro de minha mãe para ir buscá-la no trabalho, levar ao supermercado, etc…
Adivinhem quem escalei como minha co-pilota?? A minha amiga “vaquilda” Rosana.
E hoje, nos divertimos, com minhas barbeiragens.

Eu, minha vaquinha de estimação e nosso passeio
Ela veio aqui, deixou o carro dela e saímos com o de minha mãe. Ao entrar no carro, ela, para variar, ao telefone e eu parada. Eis que ela, sutilmente (lembram da elefanta com diarréia?) fala:
Ela: “Oxi, vai ficar aí parada é??”
Eu: “Amiga, onde acende o farol?”
Ela caiu na gargalhada e narrou os fatos a pessoa com quem falava ao telefone. Isso, eu berrava: “Mentiraaaaa dessa cara de cuuuuuuu”.
Ufa! Liguei o farol e lá fomos nós ao supermercado comprar umas coisas para minha mãe.
No caminho, o carro morreu duas (ou foi três?) vezes, tirei “fino” de vários carros… Nisso, ela ficava se contorcendo toda no banco do carona…

Já na vinda para casa falo: “Esse povo anda com farol alto assim mesmo é? Será que eles não sabem que eu tenho astigmatismo?”. Ela ficou rindo.
Sem falar que ela me “obriga” a estacionar de milhões de maneiras a cada vez que estaciono:
Ela: Bora CDC (Cara De Cu é o apelido carinhoso que ela, fina, colocou em mim!!!)!! De frente. Agora, “de lado”. De “fundo”. De “bandinha”…
E quando estaciono “torto”, tenho que começar tudo de novo… afff!!
Bom, fizemos as compras, fui “passear” no Centro Administrativo para eu dirigir na pista onde rolou a Stock Car e viemos para casa.
Amanhã, minha mãe quer ir ao supermercado de novo. Por que será que as mães gostam tanto de supermercado?
Aguardem cenas dos próximos capítulos…