“Alguém me avisou pra pisar nesse chão devagarinho…” (D. Ivone Lara)

Quando eu comecei a blogar em mil novecentos e antigamente, tinha os barracos blogais. Povo criava blog e a partir das andanças pelos blogs alheios e criavam brigas infundadas. Só para ter audiência. E a audiência é o mal do novo milênio, né não? Presenciei brigas homéricas. Ri muito, claro! Como esse povinho é bunda, pensava…
Fiz muitas amizades legais, conheci as que se autodenominavam “semi-deusas”, participei de panelas e enchi. Mandei o meu hospício (como era carinhosamente chamado) para Plutão (quando este ainda era planeta) e adiantei meu baba (ou seja, dei um vazari), como se diz aqui em Piriguete´s city.
Daí surgiu o Orkut. Povo entrava no Orkut, se expunha e depois dizia: “fico indignada que as pessoas ficam fuçando minha vida”. Ora, meu caro Sinfrônio (Sinfrônio é meu jumento de estimação), uma vez que você está em uma comunidade pública e se expõe é por que quer ser vista (o), né não? Agora, chegou a vez do Twitter.
O Twitter e a loucura das pessoas.
Comecei a ouvir falar dele, entrei, achei sem graça, sai e voltei. Viciei! Conheci pessoas muito legais e como sempre, onde tem pessoas legais sempre tem os dodói da cachola. Sério mesmo!
Fico praticamente o dia inteiro no Twitter (via internet ou via mobile) “urubuservando” as doidices alheias: pessoas que tem poucos seguidores e reclamam da baixa audiência; e, quando a audiência aumenta, eles reclamam que aumentou; pessoas que fazem questão de serem desagradáveis ou grosseiras só para chamar a atenção; pessoas que querem mandar no que as outras twittam; pessoas que se acham celebridades e ainda tem as celebridades. Sem falar daquelas que sofrem da Síndrome da Rainha de Copas (não aceitam ser criticadas e nem contestadas). Todas numa busca desenfreada por uma atenção que nem Freud na sua mais profunda sapiência conseguiria explicar. Acho cômico para não dizer tragicômico!
Depois de um dia de cão, entramos na internet para nos divertir e acabamos presenciando ou sofrendo agressões desnecessárias.
Loucuras do “cerumano” (sic) (adoro essa grafia).
Agora, adotarei a política do “Encheu meu saco, tá bloqueado!”.
#prontofalei.