La mia vita tra le dita®

SEJA BEM VINDO!!

Este blog é o meu hospício virtual. Aqui relatarei coisas sobre mim, os loucos que convivem comigo ou passam pelo meu caminho e mais algumas coisinhas que ocorrem em Piriguete´s city (mais conhecida como Salvador/BA). La mia vita tra le dita em italiano quer dizer "a minha vida entre os dedos".

8
ago

Presentinho

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Recebi o selo “Este Blog Acerta em Cheio” do Pessoa Ordinaria e do Blog das Mulherzinhas Cafas

Estou muito feliz com a indicação e com o reconhecimento e resolvi participar também.

A regra é: quem for indicado com esse selo deve indicar 10 blogs e avisá-los do selo.

Os blogs indicados por mim são:

Filed under: Blog
4
ago

Amizade

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Acabei de ler o livro “Clube das Chocólatras” e, mais uma vez, me deparei com um tipo de amizade que eu gostaria de ter: Mulheres que se ajudam, se completam…

Invejo esse tipo de amizade! Invejo porque não sei se um dia tive algo assim. Tive ótimos momentos com diversas amigas, mas a partir do momento em que elas conseguiam o que queriam, elas seguiam um caminho diferente do meu. Não sei se estou ficando mais xiita que o normal, mas não consigo olhar ao meu redor e sentir que tenho realmente uma amiga com quem contar. Não sei… Posso até ter…

O que mais me deprime, e já falei aqui diversas vezes, é que ninguém nunca tem tempo para fazer algo que EU queira fazer. Nos últimos anos tenho percebido isso muito claramente. Em como estou sempre à disposição das minhas amigas para ajudá-las, ouvi-las, fazer companhia, etc., mas quando chega minha vez, as desculpas são inúmeras: falta de dinheiro, não gosto disso, não gosto daquilo… Daí, eu sempre as testo: “bom, pago a sua…”. E a resposta é sempre: “Então, vamos!”. Alguém conhece alguma agência que eu possa contratar amigas assim como se paga por um garoto de programa. Não? Taí, um nicho de mercado a se investir.

Sempre fui muito reservada com relação a minha vida particular, mas um determinado momento que precisei de um ombro amigo, ouvi: “Por que você não procura um psicólogo?”. Quando procurei outra amiga, ela simplesmente torceu a boca, revirou os olhinhos e desconversou. Pensei: “Acho que vou trocar minhas amigas por um bom psicólogo e um Nintendo Wii”. Simplesmente, me tornei expert na arte de evitar pessoas e confesso que, atualmente, receio iniciar novas amizades. As amizades estão cada vez mais líquidas, contábeis e quem paga mais leva.

Fico triste, pois gostaria muito de poder pegar o telefone e convidar alguém para sair sem ouvir: “Não gosto desse tipo de filme/musica ou que quer que seja”. Engraçado, que essas mesmas pessoas que dizem não gostar disso ou daquilo, geralmente frequenta esses mesmos lugares que convido, sem minha aborrecida companhia, lógico. Vai ver que o problema sou eu. Não devo ser divertida o suficiente para essas pessoas ou somente divertida quando elas não tem ninguém para sair.

Fiquei muito tempo me divertindo sozinha: cinema, shows, ensaios de bandas, compras… E confesso que foi uma experiência muito boa. Engraçado era encontrá-las. Faziam aquela cara de espanto: “Tá sozinha? Porque não me chamou?”. Bom, pensava com meus botões, por que provavelmente você diria que não gosta do gênero do filme ou estava sem dinheiro.

Fiz novas amizades, conheci pessoas bacanas e nada mudou.

Estou cada vez mais descrente.

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Achei esse poema do Fernando Pessoa no blog Bruxa de Blu e amei:

“Quero ser o teu amigo.
Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso: é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo de acertar nossas distâncias. “

Filed under: Amizades
24
jul

Arre, estou farto de semideuses!

“Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil, Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, Indesculpavelmente sujo. Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho, Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas, Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante, Que tenho sofrido enxovalhos e calado, Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda; Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel, Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes, Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar, Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado Para fora da possibilidade do soco; Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas, Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo. Toda a gente que eu conheço e que fala comigo Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na vida… Quem me dera ouvir de alguém a voz humana Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia; Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia! Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam. Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil? Ó príncipes, meus irmãos, Arre, estou farto de semideuses! Onde é que há gente no mundo? Então, sou só eu que é vil e errôneo nesta terra? Poderão as mulheres não os terem amado, Podem ter sido traídos – mas ridículos nunca! E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído, Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear? Eu, que venho sido vil, literalmente vil, Vil no sentido mesquinho e infame da vileza”. Fernando Pessoa /Álvaro de Campos

Assim, começo meu post de hoje. Odeio gente que se acha e minha vida está cheia deles. São as semideusas: as mais bonitas, as mais chiques e antenadas, as mais inteligentes, as mais cool (eu digo: CU), as mais amadas por todos os seres animados e inanimados, enfim… tento lidar com isso. Mas, eu não sou boa para lidar com as coisas que me irritam profundamente. E meu grande defeito (ou qualidade) é que não pago pau para certos tipinhos: se gosto, gosto; se não, não. Simples assim. Ás vezes, até aturo. Não porque eu seja falsa, mas por que alguém que eu gosto, paga pau. Outro dia sai com um tipinho desses. Uma amiga e uma amiga em comum (o tipinho). Fiquei 10 minutos. E dei o vazari. Minha amiga disse: “Você está ficando antissocial!”. Eu disse: “Para esse tipo, sim. TOTALMENTE”. Não tenho saco. Eu adoro estar com as pessoas, mas, também, adoro estar sozinha. Não tenho problema nenhum de sair sozinha. É massa estar com amigos, rindo e se divertindo, mas entre sair para me aborrecer e ficar em casa twittando, blogando ou lendo um livro, eu prefiro ficar em casa.

Se você tem técnicas incríveis para aturar esse tipo de gente, me ensine, pois eu já tentei “de um tudo” e fracassei.

Eu e meu gineco
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Gente, aquele homem desperta a luxúria dentro do meu ser. Eu estava comentando com minha mãe que minhas pernas estão doloridas e ela falou que eu poderia ter sido amarrada na cirurgia, pois isso aconteceu com ela uma vez. Daí, chego ao consultório dele e perguntou: “Você me amarrou na cirurgia?”. Ele caiu na gargalhada (e ficou uma coiiiisa lindja!) e respondeu: “só o braço, mas é praxe!”. E eu: “é porque, desde a cirurgia, eu estou sentindo dores nas coxas parecendo que fui amarrada.” Ele disse que não. Acho que pensou que sou louca. Depois, falou que a cicatriz ficou linda. Pensei que ele ia beijar minha barriga encontou o rosto tão perto. Olha a tarada! Olhou para minha pança e falou: “ta linda!! A cicatriz ta linda!”. Eu arrepiei, não vou mentir para ser porreta. E olhe que não estou à perigo não.

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Para quem não assiste Grey´s Anatomy, esse ai em cima é o Dr. Mark “Mcsteamy” Sloane e a cópia, quase fiel, do meu gineco. O apelido dele é Mcsteamy (ou Mctesão). Alguns médicos tem apelidos assim nesse seriado: McSteamy e McDreamy. Adoro!!

Filed under: Amizades, Cotidiano
20
jul

Feliz Dia do amigo.

Nunca desvalorize ninguém. Guarde cada pessoa perto do seu coração porque um dia você pode acordar e perceber que você perdeu um diamante, enquanto você estava ocupado colecionando pedras.

Se precisar de um ombro amigo para chorar, lembre-se: tenho duas mãos experts em fazer cosquinhas.

Feliz dia do amigo!

Filed under: Amizades
12
jul

Coisas que enfraquecem uma amizade

Há quase 5 anos atrás emprestei 2 livros a duas amigas. Uma delas disse que devolveu, mas eu nunca recebi. Ela até me deu outro: uma versão pocket de papel reciclado quando, na verdade, minha cópia era uma versão clássica. Deus me iluminou e eu relevei. A outra, faz mais de um mês que estou pedindo meu livro de volta e ela fazendo cara de paisagem. Ela disse a minha mãe que perdeu o livro. Emprestou a alguém e essa pessoa não sabe onde enfiou (provavelmente no c*). Mandei um e-mail para ela na semana passada e nada. Agora, quando eu ligo “soltando os cachorros”, o povo diz que sou bipolar, problemática, grossa e afins.

Uma outra me chamou para ir ao cinema por que tinha ganho 2 convites, depois ela disse que perdeu os convites. E eu soube por outra pessoa que ela foi ao cinema com outra amiga nossa. E como o diabo quando não vem, manda o secretário… na semana seguinte estávamos todas juntas e a amiga que foi com ele soltou um: “pô, fomos ver o tal filme, foi mara!” Não preciso dizer que ela ficou completamente sem ação. Tão sem graça que até veio se justificar dizendo que achou o convite depois, mas que me ligou e celular deu caixa. Sei…

É por essas e outras que eu, cada dia que passa, procuro cada vez menos algumas pessoas.

Tô cansada desse tipo de amizade, tô cansada de ser usada e jogada fora quando aparece “amiguinhas” mais ricas, mais antenadas, mais cool…  e o pior de tudo é que depois ela voltam para essa amiguinha bipolar e problemática que vos fala com a desculpa de que sumi. Sumiço de cu é rola! É muito fácil estar sozinha e lembrar que minha companhia é bacana.

Alguém pode, por favor, tirar esses encostos da minha vida?

Sem falar que as pessoas adoram me rotular. Parece que fazem isso por esporte. Se eu compro alguma coisa de marca famosa é porque eu sou esnobe e Patricinha; se elas compram é porque trabalharam muito e merece se dar esse luxo.

Eu tenho diversas amigas que adoram se referir a mim de forma negativa, principalmente, se existem pessoas que ainda não me conhecem por perto. Tenho milhões de defeitos, assim como todo mundo e, no entanto, não saio por aí rotulando ninguém.

Tenho minha personalidade formada, sei o que quero para mim e não vou mudar meus valores para fazer parte de guetos ou para satisfazer quem quer que seja. E se eu tiver que ficar sozinha, ficarei.

“Antes só do que mal acompanhada.”

Filed under: Amizades
28
jun

Divã

Hoje fui à casa de uma amiga ver o filme Divã. Há vários meses estou ensaiando para vê-lo. Hoje, enfim, o vi. Ri muito com o filme e com as 4 malucas que estavam ao meu lado. Paramos várias vezes, pois as gargalhadas nos impediram, em alguns momentos, de entender o diálogo. A Lilia Cabral está perfeita, ou melhor, ela é perfeita.

Em meio a amendoin, beiju, sequilhos e coca cola, passamos uma tarde maravilhosa.

O melhor da tarde foi a Nara contando o dia em que o ovo cozido fugiu da marmita.

Relato:  O dia em que o ovo rolou no buzu

Como todos os dias em piriguete´s city, Norinha pegou seu buzu para ir ao trabalho. Antes de sair de casa, colocou a marmita e um abacate congelado (para fazer uma vitamina para ela e os colegas de trabalho durante a tarde) dentro de uma sacola de papel (daquelas de loja). Sai ela em cima do salto, meia-calça, tailler, cheirosa e faceira para o trabalho. No meio do caminho, o abacate congelado se descongela e molha a sacola, que lasca o fundo causando um rebucetê dentro do buzu.

Norinha, agilmente, catou a marmita, enrolou a sacola e, em cima do salto estava, em cima do salto ficou… Ninguém notou nada, a não ser pelo OVO COZIDO que começou a rolar pelo ônibus a cada acelerada-freiada de arrumação.

Cada vez que o ovo rolava pelo buzu o povo gritava: “Pega o ovo!!”, “De quem é esse ovo!!”,  “Lá vai o ovo!!”. Imagina isso de manhã cedo dentro do ônibus? É, só acontece na Bahia.

Enquanto o povo estava indócil querendo saber de quem era o ovo, Narinha, em cima do salto, fazia cara de paisagem.

Porém, ao descer do buzu não aguentou. Explodiu na gargalhada e as colegas de trabalho enfim entenderam de quem era o ovo.

p.s: Já combinamos para ver “Trair e Coçar é só começar” na próxima sexta-feira, afinal de contas, quinta-feira é feriado em Piriguete´s city e o funcionalismo público estadual (que já não gosta) poderá enforcar a sexta. Ou seja, cerveja!

Filed under: Cinema

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