La mia vita tra le dita®

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Este blog é o meu hospício virtual. Aqui relatarei coisas sobre mim, os loucos que convivem comigo ou passam pelo meu caminho e mais algumas coisinhas que ocorrem em Piriguete´s city (mais conhecida como Salvador/BA). La mia vita tra le dita em italiano quer dizer "a minha vida entre os dedos".

22
jan

Quando ficar sozinho é bom…

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Um dos motivos fundamentais que gera ansiedade e tristeza em se ficar só está relacionado com a questão da escolha.

Dificilmente, as pessoas escolhem ficar sós, elas são deixadas sós …

Desde pequenos, a idéia de ” ficar só ” nos é passada apenas como algo ruim e vinculada a pessoas que não conseguem ser amadas ou aceitas, à dificuldade que têm de viver em relação e assim por diante.

E, assim, “crescemos”, rejeitando e temendo a solidão, jamais vendo nela um caminho.

Não é raro conhecermos pessoas que fogem dela a maior parte do tempo e, ironicamente, elas mesmas a geram. E, justamente por temê-la, justamente por vê-la apenas como um estigma e uma situação injusta, essas pessoas são “deixadas sós”.

Quando você é deixado só, o mundo perde o encanto e a vida perde em prazer. Torna-se difícil achar graça no que é só seu. Parece que a criança que existe dentro de cada um reclama por uma platéia que a aplauda e confirme sua existência.

Entretanto, se você opta por ficar só, por reconhecer que este é o melhor caminho, naquele momento, a vida e o que o cerca não perdem a cor, pelo contrário, tomam nuances desconhecidas e libertadoras.

De repente, você pode estar pensando: “Mas eu não acredito que alguém queira ficar só!”

Você se esqueceu do que foi dito? É uma questão de escolha, escolha assumida, e não um mero querer por querer.

E, na vida, existem vários momentos em que esta escolha pode ser muito boa. Não sei se você vai concordar comigo, mas aí vão algumas situações:

  • Quando você prefere ficar só a fazer o que não lhe dará prazer,  mas somente ao outro;
  • Quando você se despede de alguém que faz com que você se sinta sozinho, apesar de acompanhado;
  • Quando você está à procura de si mesmo, de suas verdades, de seu centro;
  • Quando você quer se sentir livre, dar força aos seus desejos e sair da gaiola;
  • Quando você quer perder o medo de não conseguir viver sem alguém ao seu lado;
  • Quando você termina um relacionamento e precisa de um intervalo para reconstruir seus valores, antes de se envolver novamente.

Entretanto,  antes de qualquer coisa, você tem que sentir a necessidade desta escolha, em função de seu bem-estar.

Fica difícil reconhecer as vantagens deste momento, quando o outro nos deixa, quando não temos metas, quando desqualificamos nossas necessidades e desejos, quando não nos apropriamos de nossa história, quando só sabemos viver em função de alguém, quando brigamos com a realidade e não aceitamos o fato de que podemos nos relacionar e estar com, mas só estar com, e não ser preenchido pelo outro.

Quando a escolha é nossa, porque reconhecemos que, assim, nossa vida será mais saudável, a gente consegue se sentir forte por dentro, aberto para o mundo que é vasto, diverso, rico em situações e trocas e que nos acompanha até o final.

Este texto não é meu, mas concordo muito com o que está escrito e tenho pensando muito nessa história de “melhor só que mal acompanhada”. Impressionante, como “estando só″ nos acostumamos com isso. Digo isto, por experiência própria. Fiquei muitos anos sozinha por diversos motivos e quando voltei a ter alguém ao meu lado, esse alguém me fez perceber o quanto é bom ter um companheiro (apesar de não termos durado muito juntos por diversos motivos).

Mas, sabe, mesmo com as desilusões, com os ciúmes (lógico que em doses homeopáticas), com as diferenças de pensamentos que possam vir a surgir, estar junto é a oitava maravilha do universo.

No momento estou sozinha, mas meu coração quer voltar a bater, voltar a sentir o rush…

Apesar da carcaça ter sido “blindada” por causa das feridas, das cicatrizes que demoram para sararem e dos receios mil…

Meu coração quer voltar a amar.

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O texto é da Elizabete Salgado.

“Time time
(Tempo, tempo)
Won’t leave me as I am
(Não vai me deixar do jeito que eu estou)
But time won’t take the girl out of this woman
(Mas o tempo não vai levar a garota que esta dentro desse mulher) “

Música: City of Blinding Lights
Banda: U2

Filed under: Eu e o amor
  1. on janeiro 22nd at 10:43 am
    Rafhitch said:

    Eu tenho pensado ultimamente que o melhor e o ideal é mesmo ficar sozinho!
    Por “n” fatores.

    Adorei o texto!

    Patsunami Reply:

    Besteira pensar desta forma.

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